sábado, 27 de julho de 2013

Amor, Clarisse Lispector

Amor
Clarice Lispector

 Um pouco cansada, com as compras deformando o novo saco de tricô, Ana subiu no bonde. Depositou o volume no colo e o bonde começou a andar. Recostou-se então no banco procurando conforto, num suspiro de meia satisfação.

 Os filhos de Ana eram bons, uma coisa verdadeira e sumarenta. Cresciam, tomavam banho, exigiam para si, malcriados, instantes cada vez mais completos. A cozinha era enfim espaçosa, o fogão enguiçado dava estouros. O calor era forte no apartamento que estavam aos poucos pagando. Mas o vento batendo nas cortinas que ela mesma cortara lembrava-lhe que se quisesse podia parar e enxugar a testa, olhando o calmo horizonte. Como um lavrador. Ela plantara as sementes que tinha na mão, não outras, mas essas apenas. E cresciam árvores. Crescia sua rápida conversa com o cobrador de luz, crescia a água enchendo o tanque, cresciam seus filhos, crescia a mesa com comidas, o marido chegando com os jornais e sorrindo de fome, o canto importuno das empregadas do edifício. Ana dava a tudo, tranqüilamente, sua mão pequena e forte, sua corrente de vida.

 Certa hora da tarde era mais perigosa. Certa hora da tarde as árvores que plantara riam dela. Quando nada mais precisava de sua força, inquietava-se. No entanto sentia-se mais sólida do que nunca, seu corpo engrossara um pouco e era de se ver o modo como cortava blusas para os meninos, a grande tesoura dando estalidos na fazenda. Todo o seu desejo vagamente artístico encaminhara-se há muito no sentido de tornar os dias realizados e belos; com o tempo, seu gosto pelo decorativo se desenvolvera e suplantara a íntima desordem. Parecia ter descoberto que tudo era passível de aperfeiçoamento, a cada coisa se emprestaria uma aparência harmoniosa; a vida podia ser feita pela mão do homem.

 No fundo, Ana sempre tivera necessidade de sentir a raiz firme das coisas. E isso um lar perplexamente lhe dera. Por caminhos tortos, viera a cair num destino de mulher, com a surpresa de nele caber como se o tivesse inventado. O homem com quem casara era um homem verdadeiro, os filhos que tivera eram filhos verdadeiros. Sua juventude anterior parecia-lhe estranha como uma doença de vida. Dela havia aos poucos emergido para descobrir que também sem a felicidade se vivia: abolindo-a, encontrara uma legião de pessoas, antes invisíveis, que viviam como quem trabalha — com persistência, continuidade, alegria. O que sucedera a Ana antes de ter o lar estava para sempre fora de seu alcance: uma exaltação perturbada que tantas vezes se confundira com felicidade insuportável. Criara em troca algo enfim compreensível, uma vida de adulto. Assim ela o quisera e o escolhera.

 Sua precaução reduzia-se a tomar cuidado na hora perigosa da tarde, quando a casa estava vazia sem precisar mais dela, o sol alto, cada membro da família distribuído nas suas funções. Olhando os móveis limpos, seu coração se apertava um pouco em espanto. Mas na sua vida não havia lugar para que sentisse ternura pelo seu espanto — ela o abafava com a mesma habilidade que as lides em casa lhe haviam transmitido. Saía então para fazer compras ou levar objetos para consertar, cuidando do lar e da família à revelia deles. Quando voltasse era o fim da tarde e as crianças vindas do colégio exigiam-na. Assim chegaria a noite, com sua tranqüila vibração. De manhã acordaria aureolada pelos calmos deveres. Encontrava os móveis de novo empoeirados e sujos, como se voltassem arrependidos. Quanto a ela mesma, fazia obscuramente parte das raízes negras e suaves do mundo. E alimentava anonimamente a vida. Estava bom assim. Assim ela o quisera e escolhera.

 O bonde vacilava nos trilhos, entrava em ruas largas. Logo um vento mais úmido soprava anunciando, mais que o fim da tarde, o fim da hora instável. Ana respirou profundamente e uma grande aceitação deu a seu rosto um ar de mulher.

 O bonde se arrastava, em seguida estacava. Até Humaitá tinha tempo de descansar. Foi então que olhou para o homem parado no ponto.

 A diferença entre ele e os outros é que ele estava realmente parado. De pé, suas mãos se mantinham avançadas. Era um cego.

 O que havia mais que fizesse Ana se aprumar em desconfiança? Alguma coisa intranqüila estava sucedendo. Então ela viu: o cego mascava chicles... Um homem cego mascava chicles.

 Ana ainda teve tempo de pensar por um segundo que os irmãos viriam jantar — o coração batia-lhe violento, espaçado. Inclinada, olhava o cego profundamente, como se olha o que não nos vê. Ele mascava goma na escuridão. Sem sofrimento, com os olhos abertos. O movimento da mastigação fazia-o parecer sorrir e de repente deixar de sorrir, sorrir e deixar de sorrir — como se ele a tivesse insultado, Ana olhava-o. E quem a visse teria a impressão de uma mulher com ódio. Mas continuava a olhá-lo, cada vez mais inclinada — o bonde deu uma arrancada súbita jogando-a desprevenida para trás, o pesado saco de tricô despencou-se do colo, ruiu no chão — Ana deu um grito, o condutor deu ordem de parada antes de saber do que se tratava — o bonde estacou, os passageiros olharam assustados.

 Incapaz de se mover para apanhar suas compras, Ana se aprumava pálida. Uma expressão de rosto, há muito não usada, ressurgia-lhe com dificuldade, ainda incerta, incompreensível. O moleque dos jornais ria entregando-lhe o volume. Mas os ovos se haviam quebrado no embrulho de jornal. Gemas amarelas e viscosas pingavam entre os fios da rede. O cego interrompera a mastigação e avançava as mãos inseguras, tentando inutilmente pegar o que acontecia. O embrulho dos ovos foi jogado fora da rede e, entre os sorrisos dos passageiros e o sinal do condutor, o bonde deu a nova arrancada de partida.

 Poucos instantes depois já não a olhavam mais. O bonde se sacudia nos trilhos e o cego mascando goma ficara atrás para sempre. Mas o mal estava feito.

 A rede de tricô era áspera entre os dedos, não íntima como quando a tricotara. A rede perdera o sentido e estar num bonde era um fio partido; não sabia o que fazer com as compras no colo. E como uma estranha música, o mundo recomeçava ao redor. O mal estava feito. Por quê? Teria esquecido de que havia cegos? A piedade a sufocava, Ana respirava pesadamente. Mesmo as coisas que existiam antes do acontecimento estavam agora de sobreaviso, tinham um ar mais hostil, perecível... O mundo se tornara de novo um mal-estar. Vários anos ruíam, as gemas amarelas escorriam. Expulsa de seus próprios dias, parecia-lhe que as pessoas da rua eram periclitantes, que se mantinham por um mínimo equilíbrio à tona da escuridão — e por um momento a falta de sentido deixava-as tão livres que elas não sabiam para onde ir. Perceber uma ausência de lei foi tão súbito que Ana se agarrou ao banco da frente, como se pudesse cair do bonde, como se as coisas pudessem ser revertidas com a mesma calma com que não o eram.

 O que chamava de crise viera afinal. E sua marca era o prazer intenso com que olhava agora as coisas, sofrendo espantada. O calor se tornara mais abafado, tudo tinha ganho uma força e vozes mais altas. Na Rua Voluntários da Pátria parecia prestes a rebentar uma revolução, as grades dos esgotos estavam secas, o ar empoeirado. Um cego mascando chicles mergulhara o mundo em escura sofreguidão. Em cada pessoa forte havia a ausência de piedade pelo cego e as pessoas assustavam-na com o vigor que possuíam. Junto dela havia uma senhora de azul, com um rosto. Desviou o olhar, depressa. Na calçada, uma mulher deu um empurrão no filho! Dois namorados entrelaçavam os dedos sorrindo... E o cego? Ana caíra numa bondade extremamente dolorosa.

 Ela apaziguara tão bem a vida, cuidara tanto para que esta não explodisse. Mantinha tudo em serena compreensão, separava uma pessoa das outras, as roupas eram claramente feitas para serem usadas e podia-se escolher pelo jornal o filme da noite - tudo feito de modo a que um dia se seguisse ao outro. E um cego mascando goma despedaçava tudo isso. E através da piedade aparecia a Ana uma vida cheia de náusea doce, até a boca.

 Só então percebeu que há muito passara do seu ponto de descida. Na fraqueza em que estava, tudo a atingia com um susto; desceu do bonde com pernas débeis, olhou em torno de si, segurando a rede suja de ovo. Por um momento não conseguia orientar-se. Parecia ter saltado no meio da noite.

 Era uma rua comprida, com muros altos, amarelos. Seu coração batia de medo, ela procurava inutilmente reconhecer os arredores, enquanto a vida que descobrira continuava a pulsar e um vento mais morno e mais misterioso rodeava-lhe o rosto. Ficou parada olhando o muro. Enfim pôde localizar-se. Andando um pouco mais ao longo de uma sebe, atravessou os portões do Jardim Botânico.

 Andava pesadamente pela alameda central, entre os coqueiros. Não havia ninguém no Jardim. Depositou os embrulhos na terra, sentou-se no banco de um atalho e ali ficou muito tempo.

 A vastidão parecia acalmá-la, o silêncio regulava sua respiração. Ela adormecia dentro de si.

 De longe via a aléia onde a tarde era clara e redonda. Mas a penumbra dos ramos cobria o atalho.

 Ao seu redor havia ruídos serenos, cheiro de árvores, pequenas surpresas entre os cipós. Todo o Jardim triturado pelos instantes já mais apressados da tarde. De onde vinha o meio sonho pelo qual estava rodeada? Como por um zunido de abelhas e aves. Tudo era estranho, suave demais, grande demais.

 Um movimento leve e íntimo a sobressaltou — voltou-se rápida. Nada parecia se ter movido. Mas na aléia central estava imóvel um poderoso gato. Seus pêlos eram macios. Em novo andar silencioso, desapareceu.

 Inquieta, olhou em torno. Os ramos se balançavam, as sombras vacilavam no chão. Um pardal ciscava na terra. E de repente, com mal-estar, pareceu-lhe ter caído numa emboscada. Fazia-se no Jardim um trabalho secreto do qual ela começava a se aperceber.

 Nas árvores as frutas eram pretas, doces como mel. Havia no chão caroços secos cheios de circunvoluções, como pequenos cérebros apodrecidos. O banco estava manchado de sucos roxos. Com suavidade intensa rumorejavam as águas. No tronco da árvore pregavam-se as luxuosas patas de uma aranha. A crueza do mundo era tranqüila. O assassinato era profundo. E a morte não era o que pensávamos.

 Ao mesmo tempo que imaginário — era um mundo de se comer com os dentes, um mundo de volumosas dálias e tulipas. Os troncos eram percorridos por parasitas folhudas, o abraço era macio, colado. Como a repulsa que precedesse uma entrega — era fascinante, a mulher tinha nojo, e era fascinante.

 As árvores estavam carregadas, o mundo era tão rico que apodrecia. Quando Ana pensou que havia crianças e homens grandes com fome, a náusea subiu-lhe à garganta, como se ela estivesse grávida e abandonada. A moral do Jardim era outra. Agora que o cego a guiara até ele, estremecia nos primeiros passos de um mundo faiscante, sombrio, onde vitórias-régias boiavam monstruosas. As pequenas flores espalhadas na relva não lhe pareciam amarelas ou rosadas, mas cor de mau ouro e escarlates. A decomposição era profunda, perfumada... Mas todas as pesadas coisas, ela via com a cabeça rodeada por um enxame de insetos enviados pela vida mais fina do mundo. A brisa se insinuava entre as flores. Ana mais adivinhava que sentia o seu cheiro adocicado... O Jardim era tão bonito que ela teve medo do Inferno.

 Era quase noite agora e tudo parecia cheio, pesado, um esquilo voou na sombra. Sob os pés a terra estava fofa, Ana aspirava-a com delícia. Era fascinante, e ela sentia nojo.

 Mas quando se lembrou das crianças, diante das quais se tornara culpada, ergueu-se com uma exclamação de dor. Agarrou o embrulho, avançou pelo atalho obscuro, atingiu a alameda. Quase corria — e via o Jardim em torno de si, com sua impersonalidade soberba. Sacudiu os portões fechados, sacudia-os segurando a madeira áspera. O vigia apareceu espantado de não a ter visto.

 Enquanto não chegou à porta do edifício, parecia à beira de um desastre. Correu com a rede até o elevador, sua alma batia-lhe no peito — o que sucedia? A piedade pelo cego era tão violenta como uma ânsia, mas o mundo lhe parecia seu, sujo, perecível, seu. Abriu a porta de casa. A sala era grande, quadrada, as maçanetas brilhavam limpas, os vidros da janela brilhavam, a lâmpada brilhava — que nova terra era essa? E por um instante a vida sadia que levara até agora pareceu-lhe um modo moralmente louco de viver. O menino que se aproximou correndo era um ser de pernas compridas e rosto igual ao seu, que corria e a abraçava. Apertou-o com força, com espanto. Protegia-se tremula. Porque a vida era periclitante. Ela amava o mundo, amava o que fora criado — amava com nojo. Do mesmo modo como sempre fora fascinada pelas ostras, com aquele vago sentimento de asco que a aproximação da verdade lhe provocava, avisando-a. Abraçou o filho, quase a ponto de machucá-lo. Como se soubesse de um mal — o cego ou o belo Jardim Botânico? — agarrava-se a ele, a quem queria acima de tudo. Fora atingida pelo demônio da fé. A vida é horrível, disse-lhe baixo, faminta. O que faria se seguisse o chamado do cego? Iria sozinha... Havia lugares pobres e ricos que precisavam dela. Ela precisava deles... Tenho medo, disse. Sentia as costelas delicadas da criança entre os braços, ouviu o seu choro assustado. Mamãe, chamou o menino. Afastou-o, olhou aquele rosto, seu coração crispou-se. Não deixe mamãe te esquecer, disse-lhe. A criança mal sentiu o abraço se afrouxar, escapou e correu até a porta do quarto, de onde olhou-a mais segura. Era o pior olhar que jamais recebera. Q sangue subiu-lhe ao rosto, esquentando-o.

 Deixou-se cair numa cadeira com os dedos ainda presos na rede. De que tinha vergonha?

 Não havia como fugir. Os dias que ela forjara haviam-se rompido na crosta e a água escapava. Estava diante da ostra. E não havia como não olhá-la. De que tinha vergonha? É que já não era mais piedade, não era só piedade: seu coração se enchera com a pior vontade de viver.

 Já não sabia se estava do lado do cego ou das espessas plantas. O homem pouco a pouco se distanciara e em tortura ela parecia ter passado para o lados que lhe haviam ferido os olhos. O Jardim Botânico, tranqüilo e alto, lhe revelava. Com horror descobria que pertencia à parte forte do mundo — e que nome se deveria dar a sua misericórdia violenta? Seria obrigada a beijar um leproso, pois nunca seria apenas sua irmã. Um cego me levou ao pior de mim mesma, pensou espantada. Sentia-se banida porque nenhum pobre beberia água nas suas mãos ardentes. Ah! era mais fácil ser um santo que uma pessoa! Por Deus, pois não fora verdadeira a piedade que sondara no seu coração as águas mais profundas? Mas era uma piedade de leão.

 Humilhada, sabia que o cego preferiria um amor mais pobre. E, estremecendo, também sabia por quê. A vida do Jardim Botânico chamava-a como um lobisomem é chamado pelo luar. Oh! mas ela amava o cego! pensou com os olhos molhados. No entanto não era com este sentimento que se iria a uma igreja. Estou com medo, disse sozinha na sala. Levantou-se e foi para a cozinha ajudar a empregada a preparar o jantar.

 Mas a vida arrepiava-a, como um frio. Ouvia o sino da escola, longe e constante. O pequeno horror da poeira ligando em fios a parte inferior do fogão, onde descobriu a pequena aranha. Carregando a jarra para mudar a água - havia o horror da flor se entregando lânguida e asquerosa às suas mãos. O mesmo trabalho secreto se fazia ali na cozinha. Perto da lata de lixo, esmagou com o pé a formiga. O pequeno assassinato da formiga. O mínimo corpo tremia. As gotas d'água caíam na água parada do tanque. Os besouros de verão. O horror dos besouros inexpressivos. Ao redor havia uma vida silenciosa, lenta, insistente. Horror, horror. Andava de um lado para outro na cozinha, cortando os bifes, mexendo o creme. Em torno da cabeça, em ronda, em torno da luz, os mosquitos de uma noite cálida. Uma noite em que a piedade era tão crua como o amor ruim. Entre os dois seios escorria o suor. A fé a quebrantava, o calor do forno ardia nos seus olhos.

 Depois o marido veio, vieram os irmãos e suas mulheres, vieram os filhos dos irmãos.

 Jantaram com as janelas todas abertas, no nono andar. Um avião estremecia, ameaçando no calor do céu. Apesar de ter usado poucos ovos, o jantar estava bom. Também suas crianças ficaram acordadas, brincando no tapete com as outras. Era verão, seria inútil obrigá-las a dormir. Ana estava um pouco pálida e ria suavemente com os outros. Depois do jantar, enfim, a primeira brisa mais fresca entrou pelas janelas. Eles rodeavam a mesa, a família. Cansados do dia, felizes em não discordar, tão dispostos a não ver defeitos. Riam-se de tudo, com o coração bom e humano. As crianças cresciam admiravelmente em torno deles. E como a uma borboleta, Ana prendeu o instante entre os dedos antes que ele nunca mais fosse seu.

 Depois, quando todos foram embora e as crianças já estavam deitadas, ela era uma mulher bruta que olhava pela janela. A cidade estava adormecida e quente. O que o cego desencadeara caberia nos seus dias? Quantos anos levaria até envelhecer de novo? Qualquer movimento seu e pisaria numa das crianças. Mas com uma maldade de amante, parecia aceitar que da flor saísse o mosquito, que as vitórias-régias boiassem no escuro do lago. O cego pendia entre os frutos do Jardim Botânico.

 Se fora um estouro do fogão, o fogo já teria pegado em toda a casa! pensou correndo para a cozinha e deparando com o seu marido diante do café derramado.

 — O que foi?! gritou vibrando toda.

 Ele se assustou com o medo da mulher. E de repente riu entendendo:

 — Não foi nada, disse, sou um desajeitado. Ele parecia cansado, com olheiras.

 Mas diante do estranho rosto de Ana, espiou-a com maior atenção. Depois atraiu-a a si, em rápido afago.

 — Não quero que lhe aconteça nada, nunca! disse ela.

 — Deixe que pelo menos me aconteça o fogão dar um estouro, respondeu ele sorrindo.

 Ela continuou sem força nos seus braços. Hoje de tarde alguma coisa tranqüila se rebentara, e na casa toda havia um tom humorístico, triste. É hora de dormir, disse ele, é tarde. Num gesto que não era seu, mas que pareceu natural, segurou a mão da mulher, levando-a consigo sem olhar para trás, afastando-a do perigo de viver.

 Acabara-se a vertigem de bondade.

 E, se atravessara o amor e o seu inferno, penteava-se agora diante do espelho, por um instante sem nenhum mundo no coração. Antes de se deitar, como se apagasse uma vela, soprou a pequena flama do dia.


Texto extraído no livro “Laços de Família”, Editora Rocco – Rio de Janeiro, 1998, pág. 19, incluído entre “Os cem melhores contos brasileiros do século”, Editora Objetiva – Rio de Janeiro, 2000, seleção de Ítalo Moriconi.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Looks de novela - Amor à Vida

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Meus doces, quem de vocês acompanha e tem o desejo de ter alguma peça do figurino de “Amor à Vida”??? As mulheres da novela estão A-M-A-N-D-O chamar a atenção com os seus figurinos sensuais, modernos, elegantes, clássicos e super chiques, não é???
Desde Paloma até Valdirene, os figurinos não passam despercebidos,mesmo para quem não gosta muito!!!
Vamos ver o estilo de cada uma delas???
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O estilo de Paloma
No início da novela, Paloma (Paolla Oliveira) tinha um estilo mais “patricinha”, comportado. Depois de conhecer Ninho (Juliano Cazarré) a bela decide aderir ao universo hippie com saias longas e batas. Ao se tornar médica, investe em peças que lhe dão um ar mais sério, ainda que sensual: muita calça no modelo flare, em tecido stretch, e camisetas.
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O estilo de Valdirene
Valdirene (Tatá Werneck) faz o estilo ‘piriguete’ incorrigível, abusa de decotes, calças e vestidos justos para compor o visual de sua personagem. Os looks são cheios de cores, barriga de fora sem mostrar o umbigo, calças com cintura alta, saias curtas e sapatos temáticos.
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O estilo de Patrícia
Patrícia (Maria Casadevall) é ousada, gosta de peças com cortes diferentes e muita estamparia. Xadrezes, quadriculados, peças étnicas e floreadas estão entre suas apostas. Acessórios maxi compõem seu visual. Ela também faz um mix de artigos dos anos 60 e 80 com roupas modernas.
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O estilo de Pilar
Pilar (Susana Vieira) é charmosa e anda sempre bem vestida. Seus acessórios, joias e roupas são pra lá de chiques. Pilar sempre recorre ao filho Felix (Mateus Solano) na hora de montar seus looks de mulher de médico e dono de hospital.
Comentário Pessoal: Quem mais poderia escolher os looks da “mamys poderosa” do que ele, né???? Nessa hora, o Félix não salgou a Santa Ceia, não!!! ;)
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O estilo de Márcia
A personagem Márcia (Elizabeth Savalla) foi inspirada nas ex-chacretes. Suas roupas são práticas e confortáveis, como legging e camisas largas, mas ela nunca desce do salto. Seus looks são acompanhados de uma flor vermelha no seu cabelo, essa é sua marca registrada.
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O estilo de Edith
Edith (Bárbara Paz) é uma mulher bonita, sofisticada e elegante. Por ser estilista, entra em cena com looks descolados e modernos chamando atenção. Ela abusa de saltos e prefere cores neutras e muita roupa preta.
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O estilo de Leila
Leila (Fernanda Machado) tem estilo urbano. A sobrinha de Pilar (Susana Vieira) é uma mulher ambiciosa. Em seus looks a morena abusa de jeans com spikes, acessórios de metal e tem até uma leve inspiração no rock. Usa muitos vestidos e blusas com bordados e transparências.
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O estilo de Nicole
Nicole (Marina Ruy Barbosa), a jovem rica e sozinha, tem um estilo romântico. A ruiva abusa de saias e vestido soltinhos que dão um ar de menina à personagem.
Qual é o figurino e de qual personagem vocês se identificam mais??? Me contem!!!
Fonte: Tempo de Mulher

terça-feira, 23 de julho de 2013

O esmalte de Paloma em Viver à Vida

Novidades Primavera Verão 2014

Olá pessoal, 

A Renner lançou a sua coleção Primavera Verão 2014 e está incrível!

Dá para notar bem o que vem por aí e o que vai dominar as ruas na próxima estação.

Na coleção da Renner, tem muita estampa! A Étnica que já está em alta vem com tudo para as peças de Primaver/Verão 2014 e ela aparece no vestuário, moda praia e acessórios!


Animal Print também aparece em várias peças, inclusive na lingerie.



A cartela de cores está belíssima também! Coral, azul e amarelo são as minhas preferidas!



O preto e branco também continua, porém, deixou de ser apenas listras. Tem poá e estampas diversas.


Na próxima estação vocês vão ver muitas peças com bordados feitos à mão, pedrarias e miçangas. Acho que muitas dão um ar super chique ao look! Adoro!!!



A Renner apostou também no estilo mais rústico aplicando metais envelhecidos e pedras mais rústicas.


Cores neon aparecem bastante ainda nos acessórios e roupas. Eu gosto de usar pequenos detalhes em Neon, como nas peças que escolhi abaixo!



Depois de ver tanta coisa linda não dá uma vontade louca de passar no shopping?! As lojas receberão a coleção nova em meados de Agosto e toda semana eles vão incluindo mais peças até Outubro! Então fiquem ligadinhas!!!

quinta-feira, 6 de junho de 2013

O que fazer para sapato maior que seu pé não sair do seu pé

Olá amig@s,

Essa dica é bem interessante,e pra quem nunca viu, tá ai o video bem explicadinho ( até pq nao tem segredo nenhum ) 

kkkkkkkkkkkk

Quem usar me conta!!!!

Beijos!!!!



segunda-feira, 3 de junho de 2013

Sapato apertado

Oi amig@s, tudo bem?

Eu comprei uma botinha grafite linda de morrer há um ano mas nunca usei.....


Motivo: mesmo sendo meu número a bendita botinha destrói meu pé!!!! A danada aperta.............


Não existe mulher no mundo que não tenha comprado - pelo menos uma vez na vida - um sapato lindo  que, apesar de ser o seu número, ficou super apertado? Dizem que existem alguns truques caseiros que podem te ajudar a alargá-los e, claro, deixá-los muito mais confortáveis.



A mais conhecida é aquela que utiliza água ou álcool e algumas folhas de jornal. Para lacear o couro, molhe a parte interna do sapato e ‘recheie’ o espaço que deseja deixar mais larguinho com o papel amassado durante uma noite; retire o papel e, ainda com o sapato úmido, calce-os para que ele pega a ‘forma’ do pé.
Agora, se você prefere uma coisa mais simples, que tal congelar um saquinho de água dentro do sapato? Dá ó uma olhadinha no truque que a blogueira do Mundo da Anabela ensina a fazer.

Eu vou tentar......... confira comigo:





Depois eu conto..........

Beijos!!!!!

Fonte: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=23Nh5WQz2-8

sábado, 1 de junho de 2013

Fotogênica

Olá amigas, tudo bem?

Todo mundo quer ser fotogênica e ficar linda em todas as fotos! A gente pensa em mil poses, no tipo de sorriso, na make, no cabelo, um segredinho aqui, outro truque ali... tudo para ficarmos parecidas com as divas das revistas que a gente lê!
 
E a primeira dica é justamente essa: inspire-se nas fotos de suas modelos preferidas... Veja como elas brincam com o corpo, onde colocam as mãos, como olham, como jogam os cabelos. 
 
 
1. O ângulo certo
 O truque é descobrir os ângulos que mais te favorecem. Você sabia que o seu lado esquerdo e direito do rosto não são iguais? Por isso que é comum famosos que saem nas fotos sempre com a mesma cara e mostrando o mesmo lado do rosto.
 
 
Você também pode descobrir o seu ângulo de super-star: basta treinar na frente do espelho ou com uma câmera digital na mão, até achar aquela posição de corpo, rosto e arrumação do cabelo que te deixa mais jovem, mais linda e mais magra.
 
2. Como esconder a papada
A papada, para muitas pessoas, é a grande vilã da foto perfeita. Para disfarçar, projete um pouco a cabeça para frente e relaxe os ombros... Assim você alonga o pescoço e a pele fica mais esticada. Eu também costumo pressionar a língua no palato (céu da boca)... Acho que funciona! rs...
Deve-se usar decotes alongados (em V ou canoa), pois eles vão retirar a atenção da zona do queixo e do pescoço e criar uma ilusão de alongamento. Golas altas e colares próximos à altura do queixo não são recomendados.
 
3. Braços de Jennifer Aniston
Tem os braços gordinhos? Ou pior: não os tem, mas em toda foto parece que você engordou uns 3 quilos? Evite fazer poses com os braços muito juntos ao corpo (coloque a mão na cintura ou no bolso e flexione um pouco os cotovelos, por exemplo). Gosto bastante das duas mãos no quadril ou uma nele e a outra esticada.
 
 
 4. Diga X
Não há nada mais feio que um sorriso forçado. Você não é obrigada a mostrar todos os dentes para sair feliz na foto. O sorriso de cada pessoa é único e também vale a pena treinar na frente do espelho para saber usá-lo a seu favor. Na hora do click, pense em coisas divertidas, assim sua expressão fica mais natural. Tente sorrir com os olhos, sabe como?! ;)
 
5. Sono de beleza
A maneira óbvia de disfarçar as olheiras é uma boa maquiagem! Outro truque é levantar um pouquinho a cabeça - isso ajuda a não deixar a foto mostrar a profundidade das suas noites mal dormidas.
 
6. "Un pasito" adiante
Para fotos de corpo todo, o ideal é deixar uma das pernas um pouco à frente da outra e apoiar  levemente o peso do corpo em uma delas. Tente manter as costas retas, com os ombros para trás e contraia o abdômen... Mas tenha cuidado para não murchar demais a barriga! Atenção na corcunda também!
 
7. Pose 3/4
O ideal é não tirar a foto com o corpo totalmente virado de frente para a câmera. Vire o corpo levemente para um dos lados, definindo melhor a silhueta e mostrando menos volume na foto. Mantenha a cabeça olhando para a câmera.
 
8. Lipo express
Para disfarçar a barriguinha, coloque a mão transpassando a área perto da cintura (não exatamente em cima da barriga, tente deixar a pose o mais natural possível). Prender a barriga também ajuda, mas não exagere para não parecer forçado ou sair com cara de quem está passando mal.
 
9. Sentada
Foto sentada não valoriza ninguém - isso é fato! Todo mundo tem barriguinha quando sentado, portanto, mantenha a coluna ereta e use a dica nº 8 para disfarçar o indesejável pneuzinho. Sente mais na ponta da cadeira e projete as pernas para frente, um pouco afastadas uma da outra e com os calcanhares levantados. A triste verdade é que quanto mais confortável você estiver na cadeira, menos bonita você sairá na foto.
 
10. Desvie o olhar da lente
Ninguém quer que olhos vermelhos ou semifechados comprometam a foto. Evite isso focando o olhar um pouco acima ou abaixo da lente da câmera. Olhar diretamente para ela faz a luz bater em sua retina, gerando os olhos vermelhos e aumentando o risco de você piscar.
 
11. Escolha a sua maquiagem com cuidado
Para garantir uma boa aparência, evite produtos com base mineral e com grandes quantidades de dióxido de titânio, pois o pigmento vai refletir a luz. Embora esse tipo de base seja bom para que seu rosto fique mais iluminado no cotidiano, não tem um efeito bom perante a câmera, pois o flash reflete em seu rosto, deixando-a branca como um fantasma. A dose certa de pó também ajuda a diminuir o brilho do rosto.
 
12. Relaxe!
Aprenda os seus melhores ângulos aos poucos. Na hora do click, não tente ficar lembrando a pose que deve fazer, pois isso vai te deixar esquisita na foto e acabar com a diversão do momento. Com o tempo você pega o jeito.
 
 
 
 
Com essas dicas você pode ter mais sucesso e satisfação em suas fotos. Mas lembre-se de que mesmo as celebridades mais belas já foram flagradas em fotos horríveis!... Portanto, não seja tão crítica com a sua imagem.
 
Relaxe, você é linda! =)


Créditos: texto adaptado do site Universo Feminino - Manual de como sair bem na foto. As fotos eu encontrei pela internet e não sei quem são os donos! Portanto, se alguma foto for de sua autoria, terei prazer em colocar os devidos créditos.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

O ESTILO BOHO DE PALOMA (PAOLA OLIVEIRA) EM "AMOR À VIDA"

Olá amig@s, tudo bem?

No inicio da novela a Paola Oliveira (Paloma) em "Amor à vida" usou um estilo boho com faixa nos cabelos, saias compridas estampadas e amplas usadas com botas, malhas e blusas despojadas com corte mais solto, Achei tão lindo..... na TV passa tudo muito rápido e resolvi postar alguns looks pra gente conferir:

estilo Paloma
Foto divulgação TV Globo
estilo Paloma
Foto:TV Globo/Estevam Avellar
estilo Paloma
Foto: Crédito TV Globo/Zé Paulo Cardeal
estilo Paloma
Foto: TV Globo/Estevam Avellar

Eu gosto muito... achei o figurino um charme!!!!
Beijos!!!!!

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Dia de cinema: Sem proteção

OI amig@s, tudo bem?
Sem Proteção

Fui ao cinema na terça-feira... tinha um monte de coisas pra resolver mas optei por deixar tudo de lado e passar a tarde na melhor companhia possível: a minha!!!!

Bem, não tinha muita opção nho cinema do Shopping Del Rey, aqui em BH... optei pelo que me pareceu mais interessante pelo elenco de feras do cinema: "Sem Proteção".


Sem Proteção - FotoO filme conta a história de Jim Grant (Robert Redford) é um advogado de direitos civis e pai solteiro. Quando o jovem repórter Ben Shepard (Shia LaBeouf) expõe sua verdadeira identidade, ele precisa partir imediatamente. Revelado como um ativista fugitivo procurado por assassinato, Jim começa uma jornada para limpar o seu nome, mas vai precisar escapar da caçada policial que está no seu encalço. Sem Proteção é baseado em livro de Neil Gordon e funciona tanto quanto filme investigativo quanto como filme de fuga.

Minha opinião:

Considero o filme  um "suspense" que conta a história de um fugitivo tentando provar sua inocência para discutir assuntos políticos e éticos de grande importância. Muito bem dirigido e contando com grande elenco, é um filme a ser visto com atenção. Bacana lembrar do  ativismo radical que marcou os Estados Unidos nos anos 60/70, na época da Guerra do Vietnã falando o tempo todo de temas como ativismo, terrorismo, jornalismo e muitos outros "ismos" são discutidos, sem se preocupar um criar estereótipo.

Sem Proteção - Foto

Redford está sensacional e prova mais uma vez que é, além de um competente cineasta, um ótimo ator, passando todo o desespero necessário ao seu personagem. Eu fiquei o tempo todo esperando uma reviravolta na história, mas, o filme segue a mesma "linha" do início ao fim.... achei cansativo e sem emoção (bem, não me tocou a narrativa) rss....  mas, vale a pena assistir pela qualidade do filme.

Beijos!!!!







segunda-feira, 27 de maio de 2013

Look da professora

Olá amig@s, tudo bem?



Tempão sem postar look, mas, a pedido de colegas professoras hoje looks trabalho... bem práticos pra quem pode trabalhar com roupas casuais e confortáveis.


Malha: Riachuelo - Jeans: Cláudia Rabello - Colete e sandália: C & A


Detalhe da malha


Bolsa de oncinha

Cabelo natural  .. he he he

domingo, 26 de maio de 2013

Looks Amor a vida

Olá amigas, tudo bem? Estava cheia de saudade de vocês!

Tirando a poeira do nosso blog e voltando com tudo depois de um tempão sem postar... 

Vamos conferir os looks do mega evento  de lançamento da nova novela das nove, Amor à Vida, que aconteceu em São Paulo no Espaço Leopoldo no Itaim Bibi com a temática do Folclore Peruano, muito luxo!

Por lá as atrizes e atores desfilavam muito charme e elegância. E vamos combinar, cada uma mais lindo que o outro...

Vamos conferir os looks de algumas celebs.


A atriz Paolla Oliveira que será uma das protagonistas da novela escolheu uma cor discreta, porém bem acentuado em suas curvas e decote, muito bom gosto. Já a Vanessa Giácomo optou pelo preto básico e longo, bem elegante enquanto Susana Vieira usou um longo básico com estampa animal print.


Looks curtos... eles sempre aparecem nas festas e também arrasam! A atriz Fernanda Machado optou pelo curto e decote nas costas, muito ousado e lindo. Já Marina Rui Barbosa, escolheu um curto bem charmosinho super a carinha dela, e Nathália Rodrigues e Leona Cavalli, cada uma com seu estilo, optaram pelo dourado.


Alguns modelos bem diferentes, cada uma com seu gosto e estilo as atrizes Danielle Winits, Bárbara Paz e Bruna Linzmeyer optaram por modelos cheios de misturas, mangas, tomara-que-caia, couro com aplicações de renda, enfim looks super modernos.

patricia de sabrit
Patricia de Sabrit


tata werneck
Tatá Weneck

Qual look vocês mais gostaram??

Grande beijo,